Quando ele foi embora.

Quando ele partiu, já não estava mais todo aqui.

Foi partindo aos poucos, como se soubesse a dor que causaria a sua ausência.

Não fez muito barulho, mas ficou gritando no meu coração.

 

Quando ele partiu, não consegui pensar na partida.

Pensei no que tínhamos, nos dias que passamos, no cotidiano simples.

Eu fiz uma viagem de volta ao tempo em que sua voz era forte e seus passos seguros.

 

Quando ele partiu eu quis muito que o tempo voltasse.

Eu quis aquelas noites de caminhadas e cantoria, quis o som do violão, a voz desafinada.

Eu quis tudo de novo…e tive.

Nada e nem ninguém pode tirar isso de mim, são minhas lembranças.

Era o meu universo com ele, os ensinamentos e suporte, os erros e acertos.

 

Quando ele partiu fiquei meio sem graça.

Guardei um pouco de mim, é o meu luto, a minha forma de passar por isso.

Difícil de explicar, difícil de entender.

 

Quando ele partiu me deixou uma herança.

E é este tesouro que estou guardando, guardo neste tempo meio cinza.

Porque sei que logo chega o dia…

Em que o céu estará mais colorido e eu serei um pouco mais daquilo que ele me deixou.

Sonhadora, artista, verdadeira e dona de uma esperança cega que só ele poderia ter me deixado.

 

Quando meu pai partiu, eu fiquei. Fiquei triste, mas feliz por ter vivido tudo isso.

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