Resumindo…

Eu nasci em Porto Alegre, mas morei em Pelotas dos 4 aos 10 anos. Lá tive uma infância normal e uma melhor amiga chamada Ana Paula. Eu e ela fazíamos criação de tatus bolinha em potes de margarina com terra, achávamos que éramos as moçinhas das novelas, escutávamos “Vou de taxi” da Angélica e desenbaraçávamos os cabelos das nossas barbies, que por sinal sempre acabavam perdendo as cabeças, o que nos obrigava a “rosquiá-las” e deixá-las sem pescoço.

Tatu bolinha

De noite, eu costumava caminhar e cantar na rua com meu pai e assistia o desenho da Alice no país das maravilhas enquanto ele preparava café com torradas pra mim.

PogoBol

Os brinquedos que mais amava eram o meu cachorrinho “Snif Snif” (que muito cedo teve sua barriga rasgada e costurada por mim, o que deixou o pobre bicho todo remendado) e o meu pogobol roxo no qual ficava exaustivamente pulando até enjoar e me atracar no ATARI da minha irmã.Voltamos pra Porto Alegre em 1990, deixando pra trás os tatus bolinha e minha amiga Ana Paula.

Na capital, morávamos e ainda moramos em Petrópolis, um bairro que parece cidade pequena onde todo mundo se conhece.

Aqui perto fica a Igreja São Sebastião, onde fui batizada, fiz primeira comunhão, crisma, participei de vários grupos, missas, eventos, e tudo mais que uma paróquia pode oferecer na vida de alguém

Aqui também tem um supermercado que está ali desde quando me conheço por gente. Fora a padaria, a sorveteria, a barbearia e todos outros estabelecimentos que fazem parte do cenário.

Por ironia do “destino”, em 1991 conhecí outra Ana Paula, que viria a ser minha melhor amiga também. Mas desta vez não fiz nenhum experimento com tatus bolinha, devido ao trauma de ter deixado minha primeira criação para trás.

Eu e a Ana estudamos juntas da quinta série do primeiro grau até o último ano do segundo grau, isto é, crescemos juntas. Depois disso, mesmo estudando em faculdades diferentes, nossa amizade continuou e existe até hoje, cada dia mais forte e abençoada, amém.

Quando tínhamos 17 anos fizemos nossa primeira experiência missionária, fomos para Sertão Santana, no interior do RS, visitar as famílias e abençoar as casas com água benta.

Foram momentos de grande crescimento, mas também de muitas risadas. Lembro que uma outra missionária carregava a água benta dentro de um frasco de desodorante spray e saia burrifando pelos cantos das casas, mas o mais marcante foi conhecer uma criança que havia “capinado” um gato, enfim, foram experiências interessantes, em todos os aspectos.

Neste mesmo ano fizemos acampamento juvenil, um retiro bem diferente. Dois anos depois fui chamada a trabalhar neste grupo, onde estou até hoje.

O que mais amo no acampamento são as pessoas que conhecí lá.

Algumas pessoas que conheci lá

Também fiz missões em Tavares, em Santa Catarina, gravei um CD e sempre estive presente na igreja participando ativamente na paróquia.

Em 2007 eu estava entediada e resolví fazer uma mudança drástica na minha vida. Fui morar em Brasília com minha irmã.

Lá eu fiquei durante sete meses, foi a primeira vez que me distanciei dos meus pais, de Petrópolis, da São Sebastião, dos meus amigos, de tudo, por tanto tempo.

Uma das coisas que mais marcou esta fase foi conviver com meus sobrinhos e com minha irmã, que muito cedo foi morar longe de mim.

Costumávamos caminhar do condomínio dela (Octogonal) até a feira da torre, buscar as crianças na escolinha e comer porcarias numa doceria que se chamava “Tacho” e o mais maravilhoso “nachos com chilli” do mundo no Roodhouse, que saudade disso!

Feira da Torre em Brasília

Mas também me marcou a saudade de casa e por isso voltei com a certeza de que Porto Alegre era o meu lugar.

Mas a vida dá muitas voltas e em 2009 recebí uma proposta de acabar minha faculdade (finalmente) no interior de São Paulo.

Eu fui. E mais uma vez, me aventurei viver longe do meu “mundinho”. Fiquei 10 meses lá.

Aprendí a ser mais calma, mais persistente, mais aberta, mais profissional e mais uma vez estive perto da minha irmã e dos meus sobrinhos (não, eles não são ciganos, apenas mudam com frequência, rsrs).

Voltei formada e cheia de novos sonhos pra sonhar (abro esse parenteses para dizer que tudo isso só foi possível pela determinação e amor da minha mãe).

Em Taquaritinga amava observar as maritacas, o verdureiro passar de bicicleta e tomar sorvete na avenida.

Casa da minha irmã

A vida é tão rica quando não temos medo do novo. Sou eternamente grata a Deus por cada detalhezinho da minha história.

Petrópolis
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One thought on “Resumindo…

  1. Acho que sou cigana sim…, e a tua história é minha alegria. Você deu certo, e cresce no amor de Deus, e isso é perfeito. Fico feliz de fazer parte dessa história.

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