Uma tese…

O negócio é o seguinte, eu tenho uma tese. Deus quando faz as pessoas “normais” coloca doses equilibradas de racionalidade e emotividade em cada um, isto faz com que o indivíduo consiga avaliar as situações e fazer escolhas para a sua vida. É evidente que alguns são mais racionais e outros mais emotivos, mas ainda sim dentro de um limite onde se preservem as duas identidades.

Um belo dia Deus resolveu fazer um teste, o que aconteceria se alguém fosse 100% emoção? (Na verdade, Ele é Deus e não precisa fazer testes, pois sabe tudo, mas a história fica mais engraçadinha se eu contar assim…)

E então, Deus me fez. Tá, fez outras pessoas assim também, mas o texto é meu, a loucura é minha, deixa eu falar de mim, afinal tô sem tempo de ir na terapia, rsrs.

As principais características impressionantes das “pessoas testes” são:

– Amar loucamente;

– Perdoar cegamente;

– Sofrer desesperadamente;

Amar loucamente

Amor pra mim é igual a oxigênio, eu preciso amar o que faço, amar quem está perto de mim, amar os excluídos, amar, amar, amar, se eu não amo 100% do que está a minha volta, me sinto sufocada e começo a sentir tédio.

Tenho uma dificuldade enorme de aceitar que alguém não me ame, mas nessa hora sempre lembro de uma coisa que aprendí com Jesus Cristo(O CARA), o amor não impõe ser amado.

Perdoar cegamente

Outra coisa, não consigo conviver muito tempo com a falta de perdão, não admito ser indiferente a alguém ou que alguém guarde maus sentimentos com relação a mim. Não obrigo ninguém a me amar, mas pelo menos viver em paz comigo, isso é o mínimo.

Sofrer desesperadamente

Pois é, isso é uma característica marcante. Sofro porque amo demais, sofro porque o amor humano é falho, por mais que eu tente amar sem esperar nada em troca, sempre crio expectativas. E é óbvio que as pessoas nem sempre conseguem corresponder. Uma frase que nunca esqueço “O amor humano é assim, até aquele que mais te ama vai te decepcionar.”, imagina então aquele que não te ama??!

Mas amar, perdoar e sofrer são características comuns a todos, não? Sim.

Mas a diferença nas “pessoas teste” são os adjetivos: loucamente, cegamente e desesperadamente.

Não é só questão de amar, é se apaixonar e permitir que a paixão se transforme em amor sem questionar se isso vai dar certo ou não. Não só perdoar, mas esquecer e começar do zero. Não apenas sofrer, mas entender o sofrimento como uma passagem estreita e incômoda, mas necessária para crescer.

As “pessoas teste” não têm medo de sofrer, amar e perdoar. O que nos causa medo é não sermos amados, perdoados e compreendidos no nosso sofrimento.

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2 pensamentos sobre “Uma tese…

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